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Posts do blog (189)

  • Entre ansiolíticos, cosméticos e soluções rápidas

    Imagem de dilvugação - Poções estéticas e alimentares: da farmacologia ao discurso da beleza Entre ansiolíticos, cosméticos e soluções rápidas: até que ponto sentimentos, corpos e identidades estão sendo transformados em algo que precisa ser corrigido?” Tendo como inspiração o universo de Harry Potter, uma análise das poções mágicas mostra que aquilo que aparenta ser fictício também fala sobre nós, sobre padrões, controle e maneiras de buscar constantemente artifícios de “ajuste” para o corpo e para a mente. Talvez a diferença entre os mundos mágico e não mágico não esteja na presença/ausência das poções, mas sim na forma como as nomeamos e na importância que damos às mesmas…

  • Bate-papo: vida e arte em diálogo: construções da "diferença" em enunciados fantásticos

    Oi, pessoal. Temos vídeo novo no canal do GED. Trata-se do bate-papo entre a professora Ana e a professora Alline Rufo sobre a construção da diferença em Tolkien e J. K. Rowling. https://www.youtube.com/watch?v=J-BOVSZANUU Comentem e compartilhem ;)

  • Repercussões da direita sobre a lei de misoginia: quais ideologias estão em embate?

    Carolina Gomes Sant’ana  O Brasil vive uma epidemia de feminicídios. Somente em 2025, foram registrados 1.568 (Souza, 2026) casos, o maior número da última década. Quatro mulheres são mortas todos os dias, apenas por serem mulheres. A situação alarmante é produto do aumento de comunidades na internet, chamadas “red pill”, que são construídas a partir da disseminação de ideologias machistas de ódio à mulher, e de incentivo à violência física, verbal, sexual e psicológica contra a mulher e sua subjugação. O movimento, de extrema direita, vem crescendo na internet, junto com o movimento incel, ambos defendem a superioridade biológica do “macho-alfa”, e a inferioridade biológica da “fêmea-beta”, que existe para cumprir seu suposto papel de servitude silenciosa ao homem e à família. Esses grupos constroem essas valorações como se fossem fatores naturais e inatos, porém, não são embasados por dados científicos, muito pelo contrário, são construções socialmente construídas por um grupo organizado de pessoas. Todavia, o movimento red pill é produto de centenas de anos de um patriarcado hegemônico, estrutural e sistemático, que visava colocar a mulher em posição de inferioridade, para que, consequentemente, o homem seja superior, para que ele tenha a mulher cumprindo todas as funções de cuidado do marido, dos filhos e do lar, sem nenhuma forma de remuneração. Na busca de tentar diminuir a circulação dos discursos de ódio e incitação à violência do movimento red pill na internet, e tentar fazer com que menos pessoas sejam “convertidas” para essa prática que leva à discriminação e à violência contra a mulher, o Senado brasileiro aprovou, em 24 de fevereiro de 2026, a PL896/ 2023, que inclui a misoginia entre crimes de preconceito, como o racismo. De acordo com o site do Senado (2026):  O texto aprovado define a misoginia como “a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”. O projeto também inclui a expressão "condição de mulher" entre os critérios de interpretação da Lei do Racismo (Lei 7.716, de 1989), ao lado de cor, etnia, religião e procedência. A legislação atual equipara a misoginia à injúria e à difamação – com pena que pode ir de dois meses a um ano de reclusão, de acordo com o Código Penal (arts. 139 a 141).[...] A relatora apontou que países como França, Argentina e Reino Unido já têm leis de combate à misoginia. [...] — O projeto é para proteger a família e a dignidade e a liberdade das mulheres. A aprovação do projeto responde a uma realidade urgente. O ódio às mulheres não é abstrato: é estruturado, é crescente e ceifa vidas todos os dias — afirmou Soraya.  Essa aprovação é uma conquista na luta por uma sociedade mais justa e igualitária, mesmo sendo ainda um pequeno passo de uma batalha maior. Isso porque apenas alterar o sistema, sem combater a propagação desses valores patriarcais na sociedade não é suficiente, já que são membros dessa sociedade que aplicam essas leis. Simultaneamente, homens e membros da extrema direita contestam a lei, julgam-a como absurda e moralmente errada e desequilibrada, como é o caso do Deputado Federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que postou em suas redes sociais “Falar mal de uma mulher será mais grave do que ela tomar um tapa na cara. A Câmara tem o dever de derrubar essa loucura” e “Inacreditável é a palavra… Amanhã começa o trabalho para derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado”, nos dias 26 de março e 24 de março respectivamente (Poder 360, 2026). De acordo com Bakhtin, o sujeito ocupa lugar único na existência (Bakhtin, 2011), sendo constituído de valorações e ideologias, e cada ato seu é uma tomada de posicionamento, é assumir um posicionamento ideológico socialmente construído. Aqui vemos como Nikolas, em seus enunciados, em seus atos, atua na manutenção de uma hegemonia de desigualdade, que trata a mulher como inferior e indigna de direitos, independência ou justiça. Mas porque esse posicionamento? Saffioti (1987, p.15) afirma: “O poder está concentrado em mãos masculinas há milênios. E os homens temem perder privilégios que asseguram sua supremacia sobre as mulheres.” A construção de inferioridade da mulher, dentro do patriarcado, é condição necessária para a construção de superioridade do homem, isso porque a inferioridade e a superioridade só podem existir por sua oposição uma à outra, ou seja, para que o homem seja superior, a mulher deve ser colocada como inferior. Dessa forma, quando mulheres obtêm direitos e mais igualdade na justiça, muitos interpretam como a perda de direitos dos homens, já que, com a mulher saindo da posição de inferioridade, o homem, automaticamente, sai também da de superioridade. Essa mudança de status, todavia, não resulta em homens perdendo direitos, apenas sendo igualados pelas mulheres. Entretanto, esses sujeitos recusam-se a perder a posição de superioridade, recusam-se a perder o domínio, mesmo que violento, das mulheres.  Porém, Bakhtin (2011) afirma que o sujeito não tem álibi da existência, é responsável por todas as suas ações, e tem a responsabilidade moral e ética de atuar de forma justa, em busca de uma sociedade melhor e mais igualitária. Mesmo assim, há aqueles que se recusam a lutar pelo bem coletivo, pela igualdade para todos, por não querer deixar sua posição de superioridade de lado, tendo como motivador um individualismo extremo, que descarta os sujeitos vistos como menos importantes ou menos humanos.  Referências: BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2011. FRIOLI, Giovana.Nikolas Ferreira publicou texto que não consta no projeto de lei que criminaliza a misoginia. Estadão, 2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/estadao-verifica/nikolas-ferreira-trecho-projeto-de-lei-criminaliza -misoginia-enganoso/ Acesso em 29 mar. 2026. Nikolas chama projeto de lei sobre misoginia de “loucura”. Poder 360, 2026. Disponível em: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/nikolas-chama-projeto-de-lei-sobre-misoginia -de-loucura/ Acesso em 29 mar. 2026. SAFFIOTI, H. I. B. O poder do macho. São Paulo: Moderna, 1987. Senado aprova criminalização da misoginia. Senado Federal, 2026. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/institucional/procuradoria/noticias/senado-aprova-criminalizaca o-da-misoginia Acesso em 29 mar. 2026. SOUZA, Felipe. Brasil tem maior número de feminicídios dos últimos 10 anos, diz pesquisa. CNN Brasil, 2026. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil/brasil-tem-maior-numero-de-feminicidios-dos-u ltimos-10-anos-diz-pesquisa/ Acesso em 29 mar. 2026.

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  • XX CED | GED Unesp

    XX CED - Colóquio de Estudos Discursivos DATA: 20 de janeiro de 2022 LOCAL: YOUTUBE HORÁRIO: 19h30 CONFERÊNCIA: Discurso e poder em Foucault - Prof. Dr. Argus Romero Abreu de Morais (UFRJ) COMISSÃO ORGANIZADORA E REALIZAÇÃO GED - Grupo de Estudos Discursivos Profa. Dra. Luciane de Paula (UNESP FCL Assis) Prof. Dr. Matheus Nogueira Schwartzmann (UNESP FCL Assis)

  • Eventos do GED | GED Unesp | Grupo de Estudos Discursivos

    Eventos do Grupo de Estudos Discursivos - o GED UNESP, com sede em Assis, no Departamento de Estudos Linguísticos e Literários (Dell). Acesse o site e confira as publicações, membros, conteúdos e áreas de trabalho. Acompanhe o cronograma de estudos, sugestões de periódicos, blogs, sites, o GED Extensão, GED Ensino e muito mais. Próximos eventos do GED Não há eventos no momento Eventos anteriores do GED 2024 Exposição "Ler em/ com blocos" seg., 01 de dez. Sala da Congreção - Unesp Assis Informações XXVI CED - Colóquio de Estudos Discursivos sex., 29 de ago. Evento online - Canal GED UNESP - YouTube Encontro internacional em rede, centrado na temática "Estudos Bakhtinianos Cosmopolitas", composto por uma mesa-redonda com os convidados Galin Tihanov (Queen Mary University of London), José Antonio Rodrigues Luciano e Rafaela dos Santos Batista (PPGLLP Unesp - FCLAr). Informações XXV CED - Colóquio de Estudos Discursivos qua., 13 de ago. Unesp - FCL Araraquara Evento sobre princípios filosóficos produtivos para a leitura/análise de enunciados estéticos, que contará com a conferência do Prof. Dr. Luciano Ponzio (UniSalento - Lecce/Itália), intitulada “Arquitetônica estética e as artes visuais na perspectiva bakhtiniana”. Informações XXIV CED - Colóquio de Estudos Discursivos qui., 29 de mai. Unesp - FCL Araraquara Conferência, reflexão e debate com a Profa. Dra. Maria do Rosário Gregolin sobre os estudos discursivos no Brasil, tendo como foco a relação entre os três Michéis do campo do discurso: Pêcheux, Foucault e Bakhtin. Informações II SIB - Seminário Internacional Bakhtiniano seg., 06 de mai. youtube.com/@ged-grupodeestudosdiscursi9959 Nemo Propheta in patria: a filosofia de Bakhtin e o Círculo Informações 2023 XXIII CED Colóquio de Estudos Discursivos 2022 XXII CED Colóquio de Estudos Discursivos XIX CED Colóquio de Estudos Discursivos XXI CED Colóquio de Estudos Discursivos XVIII CED Colóquio de Estudos Discursivos XX CED Colóquio de Estudos Discursivos 2021 XVII CED Colóquio de Estudos Discursivos XVI CED Colóquio de Estudos Discursivos XV CED Colóquio de Estudos Discursivos 2020 XIV CED Colóquio de Estudos Discursivos 2019 XIII CED Colóquio de Estudos Discursivos X CED Colóquio de Estudos Discursivos XII CED Colóquio de Estudos Discursivos XI CED Colóquio de Estudos Discursivos 2018 IV SIED Simpósio Internacional de Estudos Discursivos 2017 SEMINÁRIO SLOVO E GED Seminário de Pesquisa do SLOVO e GED IX CED Colóquio de Estudos Discursivos 2016 VIII CED Ciclo de Estudos Discursivos 2015 VII CED Ciclo de Estudos Discursivos 2014 III SIED Simpósio Internacional de Estudos Discursivos VI CED Ciclo de Estudos Discursivos V CED Ciclo de Estudos Discursivos IV CED Ciclo de Estudos Discursivos III CED Ciclo de Estudos Discursivos 2013 II CED Ciclo de Estudos Discursivos 2012 II SIED Simpósio Internacional de Estudos Discursivos 2011 I CED Ciclo de Estudos Discursivos I SIED Simpósio Internacional de Estudos Discursivos I CITeD I Colóquio Internacional de Texto e Discurso

  • Ensino GED | GED Unesp | Grupo de Estudos Discursivos

    Ensino GED - Projetos de ensino do Grupo de Estudos Discursivos - o GED UNESP, com sede em Assis, no Departamento de Estudos Linguísticos e Literários (Dell). Acesse o site e confira as publicações, membros, conteúdos e áreas de trabalho. Acompanhe o cronograma de estudos, sugestões de periódicos, blogs, sites, o GED Extensão, GED Ensino e muito mais. Ensino GED Ensino GED Todas as vidas importam: protótipos multiletrados de gêneros discursivos multimodais

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