Entre páginas, vozes e super-heróis: o fanzine-zine na sala de aula
- rafaelabatista9
- há 48 minutos
- 2 min de leitura
Ingrid Liliam da Silva

Você já imaginou transformar a sala de aula em um espaço onde leitura, arte e criação se encontram com super-heróis, identidade cultural e autoria estudantil?
É exatamente essa proposta que o artigo “O gênero fanzine-zine na sala de aula: leitura, arte e super-heróis”, de Luciane de Paula e Josiani Kely Milesk, nos apresenta — e que merece a sua leitura com atenção e curiosidade!
A partir de uma perspectiva bakhtiniana da linguagem, o estudo nos convida a repensar práticas pedagógicas, deslocando o foco de um ensino mecanizado para uma abordagem viva, dialógica e profundamente significativa. Aqui, a linguagem é entendida como verbivocovisual — ou seja, não apenas palavras, mas também sons, imagens e sentidos que se entrelaçam na construção dos enunciados.
Mas o que isso significa na prática?
Significa reconhecer a sala de aula como um espaço de acontecimento. Um espaço onde os estudantes deixam de ser apenas receptores e passam a ser autores de suas próprias vozes, expressando suas visões de mundo por meio de gêneros discursivos que dialogam com suas realidades.
E é aí que entram os fanzines e e-zines.
Frequentemente vistos como “estranhos” ao ambiente escolar, esses gêneros foram incorporados à prática pedagógica por meio de três motes criativos e potentes:
● Leitura & Literatura
● Tarsila e toda a nossa brasilidade
● Super-heróis
O resultado? Um ambiente de aprendizagem mais aberto, criativo e significativo, em que os estudantes puderam:
● experimentar diferentes linguagens
● explorar suas estéticas e posicionamentos
● construir sentidos de forma crítica e colaborativa
Como destacam as autoras, os alunos passaram a “eleger suas estéticas, éticas e conteúdos composicionais, marcando suas autorias e fazendo ressoar suas vozes”.
Além disso, a proposta não se limitou a um único gênero: ao longo do processo, diversos outros gêneros discursivos emergiram, evidenciando a riqueza de uma abordagem baseada nos multiletramentos — uma pedagogia comprometida com a formação crítica, plural e democrática.
Por que ler esse artigo?
Porque ele nos inspira a:
● repensar o ensino de linguagem como prática social viva
● valorizar a autoria e a criatividade dos estudantes
● experimentar abordagens prototípicas e inovadoras
● fortalecer pesquisas alinhadas à perspectiva dialógica dos gêneros do discurso
Vamos continuar essa conversa?
Se você é pesquisador(a), professor(a) ou estudante interessado(a) em linguagem, ensino e práticas inovadoras, este artigo é um convite aberto.
Leia, reflita e compartilhe suas impressões conosco!




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