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Entre páginas, vozes e super-heróis: o fanzine-zine na sala de aula

Ingrid Liliam da Silva




Você já imaginou transformar a sala de aula em um espaço onde leitura, arte e criação se encontram com super-heróis, identidade cultural e autoria estudantil?

É exatamente essa proposta que o artigo “O gênero fanzine-zine na sala de aula: leitura, arte e super-heróis”, de Luciane de Paula e Josiani Kely Milesk, nos apresenta — e que merece a sua leitura com atenção e curiosidade!

A partir de uma perspectiva bakhtiniana da linguagem, o estudo nos convida a repensar práticas pedagógicas, deslocando o foco de um ensino mecanizado para uma abordagem viva, dialógica e profundamente significativa. Aqui, a linguagem é entendida como verbivocovisual — ou seja, não apenas palavras, mas também sons, imagens e sentidos que se entrelaçam na construção dos enunciados.

Mas o que isso significa na prática?

Significa reconhecer a sala de aula como um espaço de acontecimento. Um espaço onde os estudantes deixam de ser apenas receptores e passam a ser autores de suas próprias vozes, expressando suas visões de mundo por meio de gêneros discursivos que dialogam com suas realidades.

E é aí que entram os fanzines e e-zines.

Frequentemente vistos como “estranhos” ao ambiente escolar, esses gêneros foram incorporados à prática pedagógica por meio de três motes criativos e potentes:

●       Leitura & Literatura

●       Tarsila e toda a nossa brasilidade

●       Super-heróis

O resultado? Um ambiente de aprendizagem mais aberto, criativo e significativo, em que os estudantes puderam:

●       experimentar diferentes linguagens

●       explorar suas estéticas e posicionamentos

●       construir sentidos de forma crítica e colaborativa

Como destacam as autoras, os alunos passaram a “eleger suas estéticas, éticas e conteúdos composicionais, marcando suas autorias e fazendo ressoar suas vozes”.

Além disso, a proposta não se limitou a um único gênero: ao longo do processo, diversos outros gêneros discursivos emergiram, evidenciando a riqueza de uma abordagem baseada nos multiletramentos — uma pedagogia comprometida com a formação crítica, plural e democrática.


Por que ler esse artigo?

Porque ele nos inspira a:

●       repensar o ensino de linguagem como prática social viva

●       valorizar a autoria e a criatividade dos estudantes

●       experimentar abordagens prototípicas e inovadoras

●       fortalecer pesquisas alinhadas à perspectiva dialógica dos gêneros do discurso

Vamos continuar essa conversa?

Se você é pesquisador(a), professor(a) ou estudante interessado(a) em linguagem, ensino e práticas inovadoras, este artigo é um convite aberto.

Leia, reflita e compartilhe suas impressões conosco!

 
 
 

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