Doutora em Linguística e Língua Portuguesa pelo programa de pós-graduação da Unesp, campus de Araraquara, e integrante do Grupo de Estudos Discursivos, GED. É graduada em Letras, com ênfase em Português/Francês pela Unesp/Assis e esteve em programa de intercâmbio pela AREX na Université Charles de Gaulle Lille-3, em Lille-França, durante o segundo semestre de 2012. Durante a graduação, desenvolveu uma pesquisa de Iniciação Científica, com apoio da Fapesp, na área de Análise Dialógica do Discurso, tendo como objeto o seriado Sherlock (2010). Em sua pesquisa de Doutorado, também com auxílio da Fapesp, analisou a construção arquitetônica do gênero seriado, com ênfase na recepção social via fenômeno transmídia a partir das produções autorais dos fãs do seriado.
Principais projetos
Fenômeno Sherlock: a recepção social do gênero seriado
PAGLIONE, Marcela Barchi.
Pesquisa (Tese de Doutorado) - Apio: FAPESP
2015-2019
A presente pesquisa se centra no gênero discursivo seriado, a fim de refletir sobre sua construção arquitetônica, o que engloba sua produção e circulação social em uma esfera de atividade específica, a televisiva, além da recepção por um grupo de telespectadores. Para tal, tem-se como objeto o seriado Sherlock (2010), da rede BBC, em especial a terceira temporada. O cerne da pesquisa se encontra nas formas de recepção social do gênero, principalmente a narrativa transmídia (Jenkins, 2006) como concretização da escuta-ativa dos telespectadores em relação ao episódio-enunciado, pois esses transcendem as barreiras do seriado televisivo em diferentes plataformas digitais, como blogs, fanfics e fanarts. Visto que todo enunciado é responsivo, (Bakhtin, 2003), respondente a outros em sua memória de passado e memória de futuro, entende-se a narrativa transmídia como uma forma de ampliação do diálogo com o público a partir da convergência das mídias dentro de uma franquia. Sendo assim, analisar-se-á os enunciados do fenômeno transmídia enquanto respondentes ao seriado Sherlock, ativa compreensão responsiva em sociedade, a qual (re)significa os enunciados do gênero em sociedade.



