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Maria Carolina José Lopes

Aluna-Pesquisadora

Unesp FCLAs - Campus de Assis

Graduanda do 2º em Letras, com habilitação em Português/Inglês, membro da comissão organizadora da Semana de Letras da UNESP FCLA's, interessada nas áreas de linguística e de educação.

Principais projetos

A Beleza Fatal de mulheres-vilãs: reflexos-refrações dialógico-valorativas socioculturais

A Beleza Fatal de mulheres-vilãs: reflexos-refrações dialógico-valorativas socioculturais

: PAULA, Luciane de; LOPES, Maria Carolina José.

Pesquisa - Iniciação Científica (COPE CONECTA)

2025

O projeto visa analisar a representação da mulher-vilã na série Beleza Fatal (HBO, 2025), concentrando-se na personagem Dolores (Lola) Fernandes. O estudo utiliza a Análise Dialógica do Discurso, fundamentada em Bakhtin e Volóchinov, e está em diálogo com os estudos feministas e socioculturais (como os de Saffioti, hooks e Wolf), para interpretar a construção ideológica da beleza e do poder feminino. A pesquisa busca entender como a ascensão de Lola, marcada pela manipulação e exploração da indústria estética, reflete e refrata valorações socioculturais estimuladas pelo mercado e pela mídia. O projeto justifica-se pela relevância social de analisar os juízos de valor de "vilania" e "beleza" imputados às mulheres no discurso midiático contemporâneo, especialmente em um gênero de consumo massivo como a novela/série brasileira, buscando compreender as relações entre estética, ética, economia e política na representação da identidade feminina.

A polissemia plurissignificativa semântico-figurativa estético-estilística de OTM

A polissemia plurissignificativa semântico-figurativa estético-estilística de OTM

PAULA, Luciane de; LOPES, Maria Carolina José.

Pesquisa - Apoio: CNPq (PIBIC)

2025 - Atual

Este projeto se fundamenta teoricamente nos estudos bakhtinianos, voltados à constituição arquitetônica dialógica de canções de OTM (O Teatro Mágico), com foco na polissemia como traço estético-estilístico da poética criativa da banda-trupe. A premissa da qual se parte é a de que as letras da canções de O Teatro Mágico, conhecida banda de folk-rock, caracterizada por encenações teatrais e circenses em suas apresentações, expressam o estilo polissêmico da trupe. A proposta deste projeto é investigar como esse traço (da polissemia) ocorre como elemento estético que caracteriza a poética de OTM. Parte-se do jogo de linguagem, realizado por processos morfológicos e fonéticos de aglutinações (escritas, como em Pratododia e/ou orais, como Amanhã...será) para a construção lexical de duplo sentido (prato do dia e pra todo dia; amanhã será e amanhecerá, por exemplo; a depender do corte gráfico que, na vocalização, não se separa e ganha contornos plurissignificativos pelo todo enunciado); imagens metafóricas (como em Criado-mudo); e utilização de outros processos figurativos (assonâncias e aliterações como em Que o teu afeto me afetou é fato / Agora faça-me um favor / Por favor, em Fé solúvel; antíteses, como em Choro café e você chora leite; entre outros) para a valoração entoada de modo complexo, que narra situações multifacetadas cotidianas, com aparente simplicidade. A ambiguidade é um dos elementos presentes nas letras das canções para a produção da polissemia temático-figurativa de OTM. Palavras ou frases, citadas ou não (de modo direto ou indireto, exato ou alterado), denotam uma plurissignificação sincrética que impossibilita classificações generalizadas de enquadramentos (musicais e estilísticos) para o fazer poético da banda-trupe. As letras das canções Pena e Separô demonstram a ambiguidade polissêmica: Pena, no sentido de dó e de escrita; e Separô, com sentidos de separar na terceiras pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo, grafado como se diz registro gráfico de oralidade; e cê parô, de você parou, também como registro oral que só se define no conjunto enunciativo, ora assumindo uma significação, ora outra, na construção do todo único de cada canção. Todo o cancioneiro de OTM se encontra oficialmente disponível em seus canais e pode ser baixado gratuitamente, de modo aberto, pelo público, uma vez que a banda-trupe participa ativamente do que tem sido conhecido como movimento Música Para Baixar MPB. OTM possui essa marca como tentativa de democratizar a arte por meio da acessibilidade, tendo a relação arte e mercadoria como uma das temáticas presentes em seu cancioneiro (como ocorre em Pena, por exemplo).

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