Carolina Gomes Sant' ana
Aluna - pesquisadora
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Doutoranda no Programa de Linguística e Língua Portuguesa pela Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara (FCLAr/UNESP) e desenvolve pesquisa na área da análise do discurso sob orientação da Profa. Dra. Luciane de Paula. Mestrr em Linguística e Língua Portuguesa pela FCLAr/UNESP. Graduada em Letras com habilitação em Português/ Alemão pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", UNESP, Campus de Assis (FCL/UNESP Assis). Participante do Grupo de Estudos Linguísticos (GED).
Principais projetos
Representação no cinema da luta Feminista por direitos: análise bakhtiniana de Revolução em Dagenham, As Sufragistas e Mulheres Divinas
SANT'ANA, Carolina Gomes.
Pesquisa (Dissertação de Mestrado) - Apoio: CAPES
2020-2022
Dissertação desenvolvida para a obtenção do titulo de Mestre em Linguística e Língua portuguesa. O texto utiliza três filmes contemporâneos [Revolução em Dagenham (2010), As Sufragistas (2015), e Mulheres Divinas (2016)] para analisar como a mídia contemporânea apresenta mulheres politicamente engajadas e que passam a fazer parte do movimento feminista na luta por direitos para mulheres. A pesquisa é embasada pelos estudos do Círculo de Bakhtin, usando principalmente os conceitos de ideologia, dialogia, voz social, superestrutura e base e embate de forças.

Que horas ela volta?: mulheres-raça-classe em diálogo
SANT'ANA, Carolina Gomes.
Pesquisa (Tese de Doutorado) - Apoio: CAPES
2023-2027 (em andamento) - Apoio: CAPES
Esta pesquisa em andamento utiliza o filme nacional Que horas ela volta? (2015) como objeto de análise para uma compreensão de como o embate de ideologias se dá no cotidiano, no interior dos lares brasileiros, observando como questões de raça e classes afetam também questões de lutas de igualdade de gênero. O foco da análise recai sobre as personagens Val, Bárbara e Jéssica, assim como nas relações que estabelecem entre si, como sujeitos que assumem vozes sociais diferentes e discordantes, mesmo que todas façam parte de um grupo social em comum: são mulheres. Apesar dessa similaridade, as três assumem posicionamentos contrastantes que são resultados de suas vivências e dos lugares que ocupam dentro daquela sociedade, reflete e refrata o “mundo real”, na relação arte-vida em que ambas se constituem, se influenciam e se respondem mutuamente. A pesquisa de caráter qualitativo segue a metodologia dialético-dialógica de análise, que considera todo enunciado como elo na cadeia discursiva, que não pode ser estudado de forma isolada ou descontextualizada. Embasada pelos estudos do Círculo de Bakhtin, utiliza principalmente os conceitos de dialogia, ideologia, signo ideológico, voz social, relação arte e vida, ato ético e superestrutura e base. Para abordar questões relativas ao feminismo, utilizam-se os estudos de Heleieth Saffioti, bel hooks, Simone de Beauvoir e Angela Davis. Espera-se obter melhor compreensão das relações entre sujeitos, mas mais especificamente entre mulheres que pertencem a diferentes grupos sociais e possuem diferentes posicionamentos axiológicos, dentro de uma sociedade ainda machista, racista e elitista.
A linguagem do GED - Grupo de Estudos Discursivos: inovação e desenvolvimento tecnológico, divulgação e popularização da ciência
PAULA, Luciane de.
Inovação e desenvolvimento
2023-2025 (em andamento)
Este projeto propõe congregar pesquisas individuais e estabelecer redes entre grupos, de modo institucional, em âmbito nacional e internacional, por meio do GED - Grupo de Estudos Discursivos; assim como pretende desenvolver estratégias discursivas de inovação e desenvolvimento tecnológicos, espaços de divulgação e popularização da ciência, tendo as redes sociais (Youtube, Instagram, Twitter, Facebook, Spotify, LinkedIn e TikTok) integradas no site do GED, com espaço para debate (em fóruns de discussão), organização de eventos, área de trabalho e divulgação de pesquisas e práticas de ensino e de extensão em desenvolvimento, com sugestões de produções e ações sociais. A construção de uma modalização do site do GED pretende servir como modo de ilustrar como capitanear engajamento sociocultural e educacional por meio de um centro de atividades de inovação de linguagens do fazer científico, em especial, discursivos. O objetivo central é socializar e construir saberes coletivamente, com ênfase em enunciados multimodais. Os intuitos específicos se voltam às produções de maneira mais acessível e horizontalizada e à conscientização da função primordial da Universidade: refletir sobre e contribuir com as necessidades sociais da comunidade, em âmbito global (com respeito às singularidades local, regional, estadual, nacional e internacional). A relevância diz respeito à e os resultados esperados pretendem integrar academia(s) e sociedade(s).

"Todas as vidas importam": jogos multiletrados - transformação sociocultural sustentável
PAULA, Luciane de.
Extensão Universitária - Apoio: PROEC
2023-2025 (em andamento)
Este projeto de extensão tem como objetivo propor e implementar atividades de leitura e produção de gêneros discursivos diversos na escola e fora dela, possibilitando uma formação multiletrada crítica. O público das ações socioculturais educativas transita entre o último ano do ensino fundamental II (9º ano) e o ensino médio (1º, 2º e 3º anos) e também se volta às associações e coletivos culturais e sociais. Os textos trabalhados, de diversas materialidades (canção, videoclipe, filme, série, pintura, HQ, jogos etc), tratarão de temas contemporâneos e contemplarão conteúdos de Linguagens e Artes, produzidos por autores-criadores negros, mulheres e da comunidade LGBTQIAP+. Interessa proporcionar, de forma dialógica, discussões acerca das desigualdades e da intersecção raça-gênero-classe na escola e na sociedade, a fim de refletir acerca da heterogeneidade das diversidades e proporcionar equidades. O projeto, experimental e interventivo, tem caráter extensionista, associado à pesquisa, ao ensino e à inovação. A proposta parte de uma escola pública da cidade de Assis, interior de São Paulo, para, a partir das vivências, desenvolver protótipos de ensino e jogos pedagógicos produzidos com material reciclado, que possam ser adaptados e aplicados em outras comunidades (locais, regionais, estaduais, nacionais e internacionais). Com isso, estimular a inclusão entre jovens, na escola, na comunidade e na universidade (graduação e pós-graduação); e visibilizar vozes e sujeitos excluídos (por preconceito e discriminação), ao potencializar seus saberes, assim como uma forma de sociabilidade de suas culturas, tramadas como formas de atuação – em consonância com os ODS 4, 5, 10,16 e 17, de maneira transversal.



